Esta semana o reader acumulou novas entradas a um ritmo impressionante. Os blogs que sigo regularmente transferiram a emissão para a Póvoa do Varzim e sucederam-se as noticias de encontros, leituras, prémios, naquela que é já tida como a maior festa dos livros em território nacional.
Da semana das Correntes destaco
- A atribuição do prémio literário Casino da Póvoa a Pedro Tamen com O Livro do Sapateiro - para ler aqui e ficar a par de uma boa notícia aqui
- A distinção da Ahab Edições com o Prémio Especial Editora Revelação, “pela selecção criteriosa de títulos associada à extraordinária qualidade editorial e gráfica de tudo o que publica” (via Jornal Público). Não poderia estar mais de acordo com a escolha.
- O acompanhamento bem humorado de Ricardo Duarte do dia-a-dia nas Correntes em A volta do parafuso - minuto a minuto, as notícias e fotografias sucediam-se; nalguns casos foi bom associar nomes que já nos eram familiares a rostos que até aqui desconhecíamos;
- Os inúmeros lançamentos de livros, a fazer crer que a edição em Portugal está de boa saúde, apesar das ameaças de uma crise que teima em não sair do centro da actualidade.
Um destaque menos positivo para a crítica de Rui Lagartinho ao romance de estreia (ou quase) de Paulo Ferreira, Onde a Vida se Perde. Não me revejo neste tipo de crítica destrutiva e em alturas como esta gosto de revisitar Eduardo Lourenço e reaprender com ele: "O acto crítico autêntico é um contínuo acto de amor (...) e não um exercício de suspeição fundado sobre o «não-ser» da Obra" (Tempo e Poesia, Gradiva)
"Só agora Amaro acredita que a Primavera chegou: de sua janela vê Clarissa a brincar sob os pessegueiros floridos." Erico Verissimo
domingo, 27 de fevereiro de 2011
há umas horas atrás, no livros no bolso

Li na versão original, mas por cá duas editoras lançaram-se à tarefa de publicar, entre nós, uma das mais controversas obras da literatura americana.
- Uma Agulha no palheiro, Livros do Brasil
- À espera no centeio, Difel
Recentemente ofereci este livro à minha "sobrinha" adolescente (entre aspas, porque aqui a afinidade conta mais do que o grau de parentesco), mas recomendo a qualquer adulto.
As emoções subtis e complexas de um jovem confuso e inseguro, numa pérola literária que transpõe para a escrita a oralidade, espontaneidade e um registo humorístico que, não fosse Twain, dificilmente encontraria par na mais recente história da literatura americana.
Podcast brevemente disponível.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
cinema em papel por 1$50
domingo, 20 de fevereiro de 2011
daqui a pouco, no livros no bolso
breve passagem pela actualidade do sector, com destaque para o acontecimento literário que marcará a semana - a 12ª edição do Correntes d'escritas.
desta vez pouco depois das 18h, em 92.8FM.
desta vez pouco depois das 18h, em 92.8FM.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
marketing do livro
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Há 50 anos atrás, o retrato de J.D.Salinger impunha-se numa das muitas capas da Time. Na edição desta semana, o mesmo retrato volta a surgir nas páginas da revista, desta vez a propósito da publicação da biografia J.D.Salinger: A life, da autoria de Keneth Slawenski.
O livro jamais teria sido aprovado por quem uma vez disse, do simples acto de publicar, ter sido “uma invasão terrível da minha privacidade”. De resto, parece que a biografia pouco vem acrescentar ao que já de si pouco se sabia a respeito do escritor, não fosse ele – talvez precedido apenas por Thomas Pynchon – uma das mais incógnitas personalidades literárias.
domingo, 30 de janeiro de 2011
hoje, em mais um livros no bolso
O lançamento, esta semana, de O Meu Nome é Legião, em França, e o início de uma temporada de 50 espectáculos dedicados à obra de António Lobo Antunes no espaço MC93, a norte de Paris, serviu de mote ao programa de hoje, precisamente sobre o livro e aquele que é, quanto a mim, o maior escritor contemporâneo em língua portuguesa.

Os podcasts deste e dos últimos programas estão em atraso mas conto poder divulgá-los em breve.
Os podcasts deste e dos últimos programas estão em atraso mas conto poder divulgá-los em breve.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
um bom livro
Ando há dois dias para escrever isto, mas esta vida de assalariada fez o favor de me ocupar o bastante para o impedir:
Importante ler Uma Vida à Sua Frente (La vie devant soi) do escritor francês Romain Gary, acabado de chegar às livrarias pela mão da Sextante.

O livro foi apresentado esta segunda-feira no Institut français du Portugal. Seguiu-se a projecção do filme homónio, resultado da adaptação da história ao cinema pelo realizador israelita Moshé Mizrahi.
Vi o filme. O livro não li ainda mas atrevo-me a recomendá-lo por antecipação. Quem assistiu ao lançamento perceberá porquê.
Vale a pena ler também o artigo de Isabel Coutinho publicado no Ípsilon na passada sexta-feira.
Importante ler Uma Vida à Sua Frente (La vie devant soi) do escritor francês Romain Gary, acabado de chegar às livrarias pela mão da Sextante.

O livro foi apresentado esta segunda-feira no Institut français du Portugal. Seguiu-se a projecção do filme homónio, resultado da adaptação da história ao cinema pelo realizador israelita Moshé Mizrahi.
Vi o filme. O livro não li ainda mas atrevo-me a recomendá-lo por antecipação. Quem assistiu ao lançamento perceberá porquê.
Vale a pena ler também o artigo de Isabel Coutinho publicado no Ípsilon na passada sexta-feira.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Camilo no livros no bolso de hoje
afinal o e-book também tem coisas boas
a de fazer renascer a discussão em torno do livro objecto, por exemplo. Há umas semanas atrás, Gonçalo Mira propunha-nos uma passagem pelas opções de design de algumas das melhores editoras independentes que temos por cá. Este Sábado foi a vez da Babelia colocar o tema em destaque. Mais uma vez, o design como forma de aproximar o livro do leitor, como elemento diferenciador e identificador. Para ler aqui.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
escrever, escrever, viver

Orgulho. Paciência. Solidão.
O único mérito que há nisto é o trabalho.
Isto é um ofício, como outro ofício qualquer.
O ofício é o que não se aprende.
Com isto lembrei-me da entrevista de José Rodrigues dos Santos ao Ah, a Literatura e pensei: será que alguém é capaz de mostrar o documentário ao senhor jornalista? Se for preciso eu empresto o DVD.
3 livros bons, 1 livro mau e um grande livreiro
Eis a proposta do mais recente episódio do Ah, a Literatura
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