segunda-feira, 28 de março de 2011

dia Maria Gabriela Llansol


A sala Almada Negreiros, no CCB, encheu-se ontem de fervorosos seguidores da obra de Llansol. O Livros no Bolso esteve lá, mas as imposições do directo fizeram com que muita coisa ficasse por dizer. A emissão esteve, pois, longe de me agradar. Deixo, de qualquer modo, o podcast, na expectativa de em breve poder voltar àquela que é já reconhecida como uma das figuras maiores da literatura portuguesa.

segunda-feira, 21 de março de 2011

no dia mundial da poesia

faço-me acompanhar de Fiama e escolho um poema do livro que trago comigo.

Sombra com a luz ainda nos últimos ramos
do próprio desejo: a invocação de abril, o mês
onde o lugar pressente ser o verão
entre a proposta de flores e a face do fruto (a de
um sólido). Perdida, pois, a doce luz do inverno, a necessária
ao rosto (depois de longas noites entre seus dobres,
neve dolorosa), a matinal. Rosto
com o vidro, linhas (de veias) reflectindo
o mundo (vário) (alheio). Enquanto a luz transpõe
copas, os cumes e o segundo
crepúsculo (a tarde) é incessante.



(Este) Rosto
Fiama Hasse Pais Brandão
Âmago - Antologia
Assírio & Alvim, 2010

domingo, 20 de março de 2011

recuperando atrasos #7 - John Fante

Livros no Bolso, 13/03/2011

recuperando atrasos #6 - notícias, leituras, etc.

Livros no Bolso, 06/03/2011

recuperando atrasos #5 - J.D. Salinger

Livros no Bolso, 27/02/2011

recuperando atrasos #4 - notícias, leituras, etc

Livros no Bolso, 20/02/2011

recuperando atrasos #3 - Gonçalo M. Tavares

Livros no Bolso, 13/02/2011

recuperando atrasos #2 - noticias, leituras, etc

Livros no Bolso, 06/02/2011

recuperando atrasos #1 - António Lobo Antunes

Livros no Bolso, 30/01/2011

Um poema

Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em frios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol

Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol

A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida

Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maravilha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde



António Ramos Rosa
Estou Vivo e Escrevo Sol, 1996

sábado, 19 de março de 2011

amanhã vai ser assim

14h30 ‹ 18h20 CCB, Sala Fernando Pessoa
MARATONA DE LEITURA
Seleção de poemas de Herberto Helder ditos por diferentes personalidades.
Apresentação e coordenação Pedro Lamares
Leitores: António Mega Ferreira / Paula Morão / Isabel Alçada / Fernando Pinto do Amaral / Gabriela Canavilhas / Paulo da Costa Domingos / Lídia Jorge / Maria João Seixas / Diana Pimentel / Inês Fonseca Santos / Filipa Leal / Diogo Dória
Edição de referência Ofício Cantante, Assírio e Alvim, Lisboa 2009

14h30 ‹ 18h15 CCB, Sala Luis de Freitas Branco
DE VIVA VOZ
Poetas e outras personalidades dizem poesia sua ou de outros.
Apresentação e coordenação Elisabete Caramelo
Leitores: Fernando Echevarría / Filipa Leal / Jaime Rocha / Armando Silva Carvalho Pedro Mexia / Gastão Cruz / Pedro Tamen / Margarida Vale de Gato / Nuno Júdice Miguel Manso / A. Dasilva O. / António Carlos Cortez

domingo, 13 de março de 2011

Daqui a pouco, no Livros no Bolso



Continuamos na literatura americana mas recuamos esta semana à era da pós-depressão com John Fante, influência de toda uma geração de escritores – Bukowski foi, talvez, o seu mais fervoroso seguidor – mas profundamente negligenciado no país que o viu nascer, tendo permanecido, durante muitos anos, fora da vasta história da literatura americana do século XX.

Ignorado por muitos, mas aclamado por todos os que tiveram o privilégio de chegar à sua escrita, Fante trouxe uma forma distinta de escrever, livre de preconceitos e carregada de humor, emoção e sofrimento, num registo de uma simplicidade surpreendente, como se as palavras tivessem vida para além do romance.

Os seus livros começaram finalmente a ser editados entre nós graças à Ahab Edições, que se lançou no mercado nacional em finais de 2009 e, desde então, já publicou Pergunta ao Pó e A Primavera Há-de Chegar, Bandini. Pergunta ao Pó é o livro que proponho levar ao Café Central, algures entre as 17h e as 18h, em 92.8fm.

quinta-feira, 10 de março de 2011

tarde judaica com a Livros Cotovia


Este Sábado a livros Cotovia promove uma tarde dedicada à colecção judaica, com a leitura de trechos de livros de Paul Celan, Iosif Brodskii, Adrienne Rich e Moacyr Scliar por Andresa Soares, Diogo Dória e Cláudio da Silva.

Pelo meio, experimentam-se petiscos da cozinha judaica enquanto se espreitam livros manuseados, novos, esgotados, ou edições raras da Cotovia.

Clube Ferroviário, entre as 12h e as 18h!