Reportagem completa aqui
"Só agora Amaro acredita que a Primavera chegou: de sua janela vê Clarissa a brincar sob os pessegueiros floridos." Erico Verissimo
terça-feira, 19 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
humor servido entre capas
Amanhã (hoje, na exactidão das horas)
segunda-feira, 28 de março de 2011
dia Maria Gabriela Llansol

A sala Almada Negreiros, no CCB, encheu-se ontem de fervorosos seguidores da obra de Llansol. O Livros no Bolso esteve lá, mas as imposições do directo fizeram com que muita coisa ficasse por dizer. A emissão esteve, pois, longe de me agradar. Deixo, de qualquer modo, o podcast, na expectativa de em breve poder voltar àquela que é já reconhecida como uma das figuras maiores da literatura portuguesa.
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
no dia mundial da poesia
faço-me acompanhar de Fiama e escolho um poema do livro que trago comigo.
Sombra com a luz ainda nos últimos ramos
do próprio desejo: a invocação de abril, o mês
onde o lugar pressente ser o verão
entre a proposta de flores e a face do fruto (a de
um sólido). Perdida, pois, a doce luz do inverno, a necessária
ao rosto (depois de longas noites entre seus dobres,
neve dolorosa), a matinal. Rosto
com o vidro, linhas (de veias) reflectindo
o mundo (vário) (alheio). Enquanto a luz transpõe
copas, os cumes e o segundo
crepúsculo (a tarde) é incessante.

(Este) Rosto
Fiama Hasse Pais Brandão
Âmago - Antologia
Assírio & Alvim, 2010
Sombra com a luz ainda nos últimos ramos
do próprio desejo: a invocação de abril, o mês
onde o lugar pressente ser o verão
entre a proposta de flores e a face do fruto (a de
um sólido). Perdida, pois, a doce luz do inverno, a necessária
ao rosto (depois de longas noites entre seus dobres,
neve dolorosa), a matinal. Rosto
com o vidro, linhas (de veias) reflectindo
o mundo (vário) (alheio). Enquanto a luz transpõe
copas, os cumes e o segundo
crepúsculo (a tarde) é incessante.

(Este) Rosto
Fiama Hasse Pais Brandão
Âmago - Antologia
Assírio & Alvim, 2010
domingo, 20 de março de 2011
Um poema
Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em frios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol
Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol
A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida
Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maravilha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em frios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol
Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol
A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida
Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maravilha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde
António Ramos Rosa
Estou Vivo e Escrevo Sol, 1996
sábado, 19 de março de 2011
amanhã vai ser assim
14h30 ‹ 18h20 CCB, Sala Fernando Pessoa
MARATONA DE LEITURA
Seleção de poemas de Herberto Helder ditos por diferentes personalidades.
Apresentação e coordenação Pedro Lamares
Leitores: António Mega Ferreira / Paula Morão / Isabel Alçada / Fernando Pinto do Amaral / Gabriela Canavilhas / Paulo da Costa Domingos / Lídia Jorge / Maria João Seixas / Diana Pimentel / Inês Fonseca Santos / Filipa Leal / Diogo Dória
Edição de referência Ofício Cantante, Assírio e Alvim, Lisboa 2009
14h30 ‹ 18h15 CCB, Sala Luis de Freitas Branco
DE VIVA VOZ
Poetas e outras personalidades dizem poesia sua ou de outros.
Apresentação e coordenação Elisabete Caramelo
Leitores: Fernando Echevarría / Filipa Leal / Jaime Rocha / Armando Silva Carvalho Pedro Mexia / Gastão Cruz / Pedro Tamen / Margarida Vale de Gato / Nuno Júdice Miguel Manso / A. Dasilva O. / António Carlos Cortez
MARATONA DE LEITURA
Seleção de poemas de Herberto Helder ditos por diferentes personalidades.
Apresentação e coordenação Pedro Lamares
Leitores: António Mega Ferreira / Paula Morão / Isabel Alçada / Fernando Pinto do Amaral / Gabriela Canavilhas / Paulo da Costa Domingos / Lídia Jorge / Maria João Seixas / Diana Pimentel / Inês Fonseca Santos / Filipa Leal / Diogo Dória
Edição de referência Ofício Cantante, Assírio e Alvim, Lisboa 2009
14h30 ‹ 18h15 CCB, Sala Luis de Freitas Branco
DE VIVA VOZ
Poetas e outras personalidades dizem poesia sua ou de outros.
Apresentação e coordenação Elisabete Caramelo
Leitores: Fernando Echevarría / Filipa Leal / Jaime Rocha / Armando Silva Carvalho Pedro Mexia / Gastão Cruz / Pedro Tamen / Margarida Vale de Gato / Nuno Júdice Miguel Manso / A. Dasilva O. / António Carlos Cortez
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